Já alguém parou para pensar nas consequências de uma avaliação?
“Portugal assumiu uma posição de vanguarda, comparativamente ao resto da Europa, relativamente à abolição da pena de morte. Portugal foi, de facto, o primeiro país a adoptá- la sob a forma de lei na Reforma Penal de 1867, recebendo aplausos entusiastas de importantes figuras europeias (infopedia, 2010)”.
Posso citar o meu caso pessoal, conheço-o, amargamente, bem de perto. Mas haverá outros quiçá ainda mais graves. Tenho comigo toda a documentação do processo:
• As avaliações
• Os recursos
• O veredicto
Sinto na pele, todos os dias, a chicotada de ter que me levantar às 6 da manhã. Correr para um relógio de ponto que não desculpa um minuto sequer de atraso. Tudo isto para mais uma bolsa! E depois da bolsa?
Do alto dos meus 44 anos sinto-me cansada, tenho consciência que “companheiros de humanidade” sofrem, por vezes em silêncio, ainda mais do que eu.
Que devo fazer?
Tento compreender aqueles que acham, que a avaliação é a solução para todos os problemas, uma espécie de crença ou de Fé um desejo insaciável de à viva força meter toda a gente na ordem. Será que sou eu que estou cega? Será que esses que defendem a avaliação estariam dispostos a sujeitar-se? A começar tudo de novo?
Eu tinha aquilo que sempre sonhei uma casa em Lisboa, a Escola para os meus filhos ao virar da esquina e de repente tive que recomeçar, perder muito do que tinha ganho a pulso.
O que menos estranhei, para dizer a verdade, foi ter perdido o grau de Doutor ou de Engenheiro. Agora ninguém me trata assim. Finalmente! Foi como se a importância das habilitações académicas que detenho ficasse manchada por desempenhar um cargo “inferior”. Lamento que os rótulos tenham assim tanta importância, não pelo título, mas pelo que isso possa significar para os outros.
E se um dia aqueles que me avaliaram descobrirem que erraram? Vão-me pedir desculpa, como já o fizeram no passado? Quando omitiram a minha contribuição num certo projecto. Talvez não chegue….
Choné é uma ovelha que não segue o seu rebanho. Na realidade, ela conduz os companheiros para situações estranhas. Depois, as ovelhas encontram sempre forma de impedir que o cão de guarda conte ao dono da quinta o que se passou nas suas costas. Quando Choné está por perto, a vida no campo não é a mesma. Passa na RTP2.
Mostrar mensagens com a etiqueta pessoais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pessoais. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Direito ao Transporte Público
Hoje tive um sonho. Sonhei que os transportes públicos eram "gratuitos" integralmente financiados por um novo imposto aplicado aos habitantes dos grandes centros urbanos.
Imaginem só o pesadelo de alguns......
Imaginem só o pesadelo de alguns......
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Os falsos funcionários Públicos
Quando alguma coisa corre mal procura-se sempre um "bode expiatório" que pode ter alguma ou nenhuma taxa de culpa no processo. Eu já elegi o meu, é um grupo, o grupo dos falsos funcionários públicos. São indivíduos de todas as idades, que têm um ódio de morte pela função pública, e no entanto, dependem dela para se sustentarem. Querem extinguir os direitos de todos os que se encontram à sua volta mas defendem os seus com unhas e dentes. Chegam a montar "chafaricas privadas", com negócio paralelo, sacando subsídios para no fim poderem exibir um lucro fictício. Estes parasitas encontram-se por todo lado.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Amor & Cabana
Durante o percurso escolar não tive prémios. Quando reivindicava algum reconhecimento perante os meus sucessos o meu EE dizia: -Não fizeste mais do que a tua obrigação. Agora que já sou velhinha, quase acabada de morrer, depois de uma licenciatura e de um mestrado, chegou o prémio. O desemprego.
Será assim tão mau os estudantes do secundário receberem o prémio pelo bom aproveitamento? Ou devemos continuar a criar ingénuos que acreditam no Amor & na Cabana...
Será assim tão mau os estudantes do secundário receberem o prémio pelo bom aproveitamento? Ou devemos continuar a criar ingénuos que acreditam no Amor & na Cabana...
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Vestir XL
Não me orgulho de vestir XL, não o faço por gosto, aconteceu.
Tal como a tolerância à dor, o estado XL tolera-se de forma diferente, uns sentem-se mais do que os outros.
Enfim não vou deixar que me tornem a vida num inferno só porque não estou na linha, com mais ou menos uns Michelin, o pior é mesmo a praia...
Tal como a tolerância à dor, o estado XL tolera-se de forma diferente, uns sentem-se mais do que os outros.
Enfim não vou deixar que me tornem a vida num inferno só porque não estou na linha, com mais ou menos uns Michelin, o pior é mesmo a praia...
Subscrever:
Mensagens (Atom)