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domingo, 25 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

Não fomos recebidos pelo MEC

Não é bom sinal as Pessoas apregoarem uma coisa e fazerem outra. Revela falta de carácter.


Hoje estivémos na concentração de professores precários em frente ao Ministério da Educação. Um protesto vivo e combativo. Fomos em manifestação da Av.5 de Outubro ao Palácio das Laranjeiras e aí permanecemos durante mais de três horas, em protesto contra o desemprego e a trafulhice do governo. Já depois das 20h o Secretário de Estado informou o líder da Fenprof (Mário Nogueira) que estava cansado e recusou-se a reunir. Fugiu no seu carro de alta cilindrada enquanto lhe chamávamos mentiroso. Isto não vai ficar por aqui. Exigimos emprego, estabilidade e justiça, em nome de uma escola pública de qualidade. Voltamos a encontrar-nos no início da próxima semana – reunião aberta a anunciar - para decidir os próximos passos. Não desistimos!"


Mais um sinal que a responsabilidade social está em vias de extinção.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

As noticias que a comunicação social nao dá!!!!

A revolta do Presidente da AMI

Dr. Fernando Nobre



"Temos 40% de pobres"



III Congresso Nacional de Economistas


O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?"



Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas".



"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda.



"Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir.... algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre.

O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto". Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma".

No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais".


Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Professor - Nunca tem RAZÃO

Se é jovem, não tem experiência;
Se é velho, está ultrapassado.·
Se não tem carro, é um coitado;
Se tem carro, chora de barriga cheia.


Se fala em voz alta, grita;
Se fala em tom normal, ninguém o ouve.
Se nunca falta às aulas, é parvo;
Se falta, é um 'turista'.


Se conversa com outros professores, está a dizer mal do Sistema;
Se não conversa, é um desligado.


Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos;
Se não dá, não prepara os alunos.


Se brinca com a turma, é palhaço;
Se não brinca, é um chato.


Se chama a atenção, é um autoritário;
Se não chama, não se sabe impor.


Se o teste é longo, não dá tempo nenhum;
Se o teste é curto, tira a oportunidade aos alunos bons
Se escreve muito, não explica;
Se explica muito, o caderno não tem nada.


Se fala correctamente, ninguém entende patavina;
Se usa a linguagem do aluno, não tem vocabulário.

Se o aluno reprova, é perseguição;
Se o aluno passa, o professor facilitou.


É verdade, os profs. nunca têm razão...


Mas se conseguiu ler tudo até aqui, agradeça-lhes a eles !!!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Atestado Médico

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai
ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o
quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.

Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é
complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?

Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.

Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o
sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade
do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode
ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras,( A minha terra) o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.

O professor sabe que não está doente.
O médico sabe que ele não está doente.
O presidente do executivo sabe que ele não está doente.
O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe
que ele não está doente.

O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no
elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor
não está doente.

Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.

Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.

Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.

Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei. Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.

Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

sábado, 27 de dezembro de 2008

A concepção errada do governo sobre avaliação

O governo quer-nos fazer crer que só os professores resistem teimosamente ao sistema de avaliação a que todos estão sujeitos. Trata-se de uma falácia. A avaliação pura e simplesmente não está a funcionar nem para os professores nem para os restantes funcionários públicos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Trabalhar à Borla

Mais um excelente testemunho nos Precários Inflexíveis:

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Telefones Antigos & Arte


O estudo que o governo ainda não mandou fazer

A inscrição no IEFP obriga á inscrição no site http://www.netemprego.gov.pt/IEFP/index.jsp. Esta semana para Lx havia 60 ofertas de emprego nas categorias profissionais indicadas na figura. 48 das 60 ofertas de emprego preveêm uma duração de emprego inferior a 1 ano (quase toda a vida!). 58 das 60 ofertas oferecem vencimentos inferiores a 1000 €.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Para ser Mãe

Caminhava com a minha filha de 4 anos , quando ela apanhou qualquer coisa do chão e ia pôr na boca .

Ralhei com ela e disse-lhe para nunca fazer isso . -Mas porquê ? - perguntou ela .
Respondi que se estava no chão estava sujo e cheio de microbios .
Nesse momento , a minha filha olhou-me com admiração e perguntou : - Mamã, como sabes tudo isso? És tão inteligente ...
Rapidamente refleti, e respondi-lhe: - Todas as mamãs sabem estas coisas. Quando alguem quer ser mamã , tem que fazer um teste e tem que saber todas estas coisas, se não não pode ser mamã .

Caminhámos em silêncio cerca de 2, 3 minutos. Vi que ela pensava ainda sobre o assunto, e de repente disse : - Ah, já percebi . Se não passasses o teste , tu eras o papá .

Exactamente , respondi com um grande sorriso na boca .

sábado, 27 de setembro de 2008

Adivinha

Qual a semelhança entre um indivíduo a cumprir pena e um mestre licenciado desempregado?

Ambos estão sujeitos a apresentações periódicas.

É caso para dizer que estudar compensa.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Eufemismos

O problema dos despedimentos com ou sem justa causa está resolvido, ninguém despede ninguém, apenas cessa o contrato de trabalho.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Consulta Jurídica

Encerrou-se hoje o ciclo de recursos. Há sempre quem faça humor destas coisas e já tive que ouvir gracejos, acerca da minha queda para os recursos. Na prática de facto o resultado foi que apresentar recurso teve menos impacto que mijar para a parede.

Também não é bem assim, fiz o que fiz para massajar a minha auto-estima e há sempre detalhes novos. Por exemplo, fiquei a saber que apesar de ter apresentado recurso às AVALIAÇÕES INSUFICIENTES com que fui presenteada injustamente, deveria tê-lo feito com maior veemência, agora a poucos centimetros do fim do contrato de provimento pouco ou nada há a fazer. As desculpas que esta gente inventa?!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Desemprego vs inseguraça

Será aproveitamento político ou existe de facto uma correlação positiva entre desemprego & assaltos?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O outro lado das estatísticas

Os trabalhadores precários atingem o expoente máximo no período de Verão pelo facto da existência de mais trabalho sazonal. O facto de ser sazonal é considerado pelo instituto nacional de estatística (INE) como sendo um emprego preenchido, logo podemos estar, brevemente, perante um aumento do desemprego, pois todos sabemos que muitos destes trabalhadores deixarão de ter o seu "emprego de Verão".

Também não nos podemos esquecer que, muitos dos inscritos nos centros de emprego foram chamados para fazer formação profissional e deixaram de fazer parte das contas dos desempregados, o que não reflecte a realidade, estas pessoas não estão empregadas, logo não podem fazer parte dos números dos trabalhadores com emprego, mas como o governo insiste em pretender fazer crer aos portugueses que os números é que contam, logo esta é uma política social completamente desenquadrada que não reflecte a realidade dos números que são divulgados... [ligação].

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